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Meu perfil BRASIL, Mulher, de 26 a 35 anos, Spanish, Livros, Informática e Internet |
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Contador:

"Juro consagrar minha vida a serviço da Humanidade. Darei como reconhecimento a meus mestres, meu respeito e minha gratidão. Praticarei a minha profissão com consciência e dignidade. A saúde dos meus pacientes será a minha primeira preocupação. Respeitarei os segredos a mim confiados. Manterei, a todo custo, no máximo possível, a honra e a tradição da profissão médica. Meus colegas serão meus irmãos. Não permitirei que concepções religiosas, nacionais, raciais, partidárias ou sociais intervenham entre meu dever e meus pacientes. Manterei o mais alto respeito pela vida humana, desde sua concepção. Mesmo sob ameaça, não usarei meu conhecimento médico em princípios contrários às leis da natureza. Faço estas promessas, solene e livremente, pela minha própria honra."
É realmente lamentável viver num país onde tudo não caminha... Estou sentindo uma dor bem localizada no ovário esquerdo, o único que me resta, já que o direito foi retirado 1 anos após Nathalye nascer, junto com um teratoma de cerca de 5 quilos e meio, isso vai fazer 15 anos. Depois de muitas milhares de doses de analgésicos, numa crise de dor, fui levada ao hospital pelo meu marido. Não tenho plano de saúde, pois no Brasil, ou a gente paga plano de saúde ou come, ou seja, ou se morre de doença ou de fome! Ninguém pode arcar com despesa mensal de aproximadamente 150 reais! Então fui à um hospital público. Sinceramente fui, pedindo à Deus, que um santo me atendesse, pois em hospital público você reza pra entrar e suplica pra sair... A bendita dor irradiava pra perna esquerda, e estava vendo a hora de desfalecer, dava umas fisgadas terríveis. Entrei com a ajuda de um “colega” da minha prima, se não tinha mofado a espera de atendimento, chorava muito, só quem tem esse tipo de dor, pode avaliar, entrando no “consultório”, se é que pode se chamar aquilo de consultório, pois mais parece uma câmara de sentença de morte, o médico, um garotão de barba por fazer, odiando trabalhar no feriado, com calça da moda cheia de rasgos, e cara de quem acabou de chegar da balada, olha com desprezo pra minha cara, como quem diz, não vou aturar palhaçada hoje, pergunta seco: O que há? Meu marido informava meus dados na recepção, e eu se quer conseguia falar de tanta dor, misturada ao choro desesperado, falei que era o ovário. Ridículo, eu me auto diagnosticava, pois você quando chega a um hospital público, você já tem que ir sabendo o que tem! Ele não mediu minha pressão, minha temperatura, se quer encostou em mim, disse que eu tinha que procurar um ginecologista, relatei que já havia tido vários problemas com ovários, que já tinha ido á vários lugares e médicos, sem solução, ele debochou de mim num sorriso medíocre, e disse: Então o que você quer que eu faça? Você tem que parar de pular de médico em médico. Detalhe, tem 15 anos que procuro um tratamento, sério e não consigo... Me sinto uma cobaia na mão dos médicos, minha irmã teve câncer de mama com 24 anos, já estou com síndrome metabólica, e o máximo que consegui desse médico foi um medicamento intramuscular para dor e se quer um tchau...
Infelizmente pude testemunhar alguns fatos lamentáveis, como uma senhora, bastante idosa, chegar lá, e ele novamente sem se quer examinar a senhora, (parecia ter nojo de encostar nas pessoas!), queixando-se de sentir-se mal, dor no corpo e muito frio, dele a coitada ouviu: Precisa usar um “casaquinho”..., a senhora vestia um grosso casaco de lã. E o descaso seguia, eu depois de medicada, esperando em pé para mostrar mais uma vez minha cara pra ele, chorava com pena de ver tudo o que vi ali, uma pessoa que jurou salvar vidas, ter ódio de todas elas!
Só de pensar que cada vez que pago algo, 50% do que pago é imposto, e salário pra idiotas como esse médico, me dá um ódio anormal. Esse infeliz poderia ter escolhido outra profissão, caberia em qualquer uma que não tivesse acesso à seres humanos, pois se tem uma coisa que ele não entende é de seres, muito menos de humanos! Se algo me acontecer, na minha carteira tem o nome deste monstro e o CRM dele, não terei qualquer escrúpulo ao jogar o nome dele na mídia, e se algo pior me acometer, alguém faça isso por mim, para que médicos como ele não sigam, com a desculpa que recebem pouco, a tratar seres humanos como mercadoria, afinal já ouvi muito médico dizer: Nesse país onde se ganha muito e se trabalha pouco? Na medicina!
Não posso generalizar, alguns, muito raros, mas muito raros mesmo, abraçam a profissão, como um dogma, mas esses, são como água no deserto, muito difíceis de encontrar...
Acordei as 4 da madrugada, novamente com dor...